sexta-feira, 22 de outubro de 2010

REVOLUCIONE A SALA DE AULA

Qual a profissão mais importante para o futuro de uma nação? O engenheiro, o advogado ou o administrador? Vou decepcionar, infelizmente, os educadores, que seriam seguramente a profissão mais votada pela maior parte dos leitores. Na minha opinião, a profissão mais importante para definir uma nação é o arquiteto. Mais especificamente o arquiteto de salas de aula.

Na minha vida de estudante frequentei vários tipos de sala de aula. A grande maioria seguia o padrão usual de um monte de cadeiras voltadas para um quadro negro e uma mesa de professor bem imponente, em cima de um tablado. As aulas eram centradas no professor, o "lócus" arquitetônico da sala de aula, e nunca no aluno. Raramente abrimos a boca para emitir nossa opinião, e a maior parte dos alunos ouve o resumo de algum livro, sem um décimo da emoção e dos argumentos do autor original, obviamente com inúmeras honrosas exceções.

Nossos alunos, na maioria, estão desmotivados, cheios das aulas. É só lhes perguntar de vez em quando. Alguns professores adoram ser o centro das atenções, mas muitos estão infelizes com sua posição de ator obrigado a entreter por cinquenta minutos um bando de desatentos.

Não é por coincidência que somos uma nação facilmente controlada por políticos mentirosos e intelectuais espertos. Nossos arquitetos valorizam a autoridade, não o indivíduo. Nossas salas de aula geram alunos intelectualmente passivos, e não líderes; puxa sacos, e não colaboradores. Elas incentivam a ouvir e obedecer, a decorar, e jamais a ser criativos.

A primeira vez que percebi isto foi quando estudei administração de empresas no exterior. A sala de aula, para minha surpresa, era construída como anfiteatro, onde os alunos ficavam num plano acima do professor, não abaixo. Eram construídas em forma de ferradura ou semicírculo, de tal sorte que cada aluno conseguia olhar para os demais. O objetivo não era a transmissão de conhecimento por parte do professor, esta é a função dos livros, não das aulas.

As aulas eram para exercitar nossa capacidade de raciocínio, de convencer nossos colegas de forma clara e concisa, sem "encher lingüiça", indo direto ao ponto. Aprendíamos a ser objetivos, a mostrar liderança, a resolver conflitos de opinião, a chegar a um comum acordo e obter ação construtiva. Tínhamos de convencer os outros da viabilidade de nossas soluções para os problemas administrativos apresentados no dia anterior. No Brasil só se fica na teoria. No Brasil, nem sequer olhamos no rosto de nossos colegas, e quando alguém vira o pescoço para o lado é chamado à atenção. O importante no Brasil é anotar as pérolas de sabedoria.

Talvez seja por isto que tão poucos brasileiros escrevem e expõem as suas idéias. Todas as nossas reclamações são dirigidas ao governo - leia-se professor - e nunca olhamos para o lado para trocar idéias e, quem sabe, resolver os problemas sozinhos.

Se você ainda é um aluno, faça uma pequena revolução na próxima aula. Coloque as cadeiras em semicírculo. Identifique um problema de sua comunidade, da favela ao lado, da própria faculdade ou escola, e tente encontrar uma solução. Comece a treinar sua habilidade de criar consenso e liderança. Se o professor quiser colaborar, melhor ainda. Lembre-se de que na vida você terá de ser aprovado pelos seus colegas e futuros companheiros de trabalho, não pelos seus antigos professores.

Publicado na Revista VEJA, Editora Abril, edição 1671, Ano 33, nº 42 de 18 de outubro de 2000, página 23

  • Achei interessante postar este Artigo, pois acredito que nós brasileiros damos mais importância ao problema, procurando muitas vezes um culpado ou o culpado, mas não nos detemos no principal: como poderia eu solucionar o problema que me cerca? Ou quem sabe já auto se avaliou e questionou-se: será que eu sou o problema? Sei que não sou perfeito, aliás quem o é, no entanto quando adquirimos a capacidade de reconhecer que também podemos ser falhos, estamos caminhando para perfeição. Pense nisso e faça a diferença.

Efraim Marques

22/out/2010

segunda-feira, 18 de outubro de 2010

COMBATE AO BULLYING NA SEMANA DE LETRAS

O BULLYING SERÁ UM DOS TEMAS ABORDADOS NA SEMANA DE LETRAS DA FACULDADE SÃO MIGUEL . SERÃO APRESENTADAS TODAS AS FORMAS DE BULLYING QUE EXISTEM DENTRO DAS ESCOLAS PARTICULARES E DAS REDES MUNICIPAIS E ESTADUAIS. DENTRE ELES ESTÁ O CYBER BULLYING, QUE TEM SE TORNADO UMA CONSTANTE NA VIDA DE ALUNOS E INCLUSIVE NA VIDA DOS PROFESORES, QUE TAMBÉM TEM SOFRIDO AGRESSÕES EM SITES DE RELACIONAMENTOS.

DANIELLA MORAIS, 3º PERIODO DE LETRAS DA FACULDADE SÃO MIGUEL.

domingo, 10 de outubro de 2010

Acredito na Educação

Meu nome é Andreza Lucena, sou estudante de letras estou no terceiro período de letras na Faculdade São Miguel e estágio na rede municipal há dois meses.
Quando comecei na rede municipal, fiquei chocada com o sistema educacional. Achava que iria auxiliar o professor, mas acabei sendo regente, ou seja, de aprendiz, virei mestre.
A escola da qual faço parte o quadro de professores 90% são de estagiários, em que os alunos da rede municipal são formados pelos aprendizes. Percebi daí que o governo não investe nas escolas, nos professores e muito menos na classe estagiária. Há uma redução de custos, ou seja, mão de obra barata, já que os nossos salários são muito baixos.
Apesar disso, não me desestimulou a ser professora, independentemente de como a educação se encontra, que hoje em dia, está totalmente defasada.
Assim, continuarei na luta, por uma educação boa e gratuita. Acredito que à educação é a base para a revolução.
Andreza Lucena