quinta-feira, 30 de setembro de 2010

Quando conheci meus alunos, percebi de imediato que um deles, gostava mais de chamar a atenção do que os outros, e os outros profissionais o ignoravam e não acreditavam em uma mudança. Logo fui averiguar na coordenação da escola o que tinha de errado com aquela criança que era tão agressiva. A resposta que obtive não foi a que gostaria de ouvir. esse menino é assim porque quer, é falta de um bom corretivo em casa. Logo fiz minha parte, saí dali e chamei a criança pra conversar. Descobri que a criança não tem os pais, mora com a avó, que não tem muita paciência. Comecei a dar atenção a criança de forma especial. Comecei a distribuir afazeres, pedia pata que me ajudasse em algumas atividades em sala como ajudar o colega que tinha dificuldade em alguma questão dos exercícios, a organizar os livros a escolher a história a ser lida do dia, em fim a criança hoje é um exemplo de cidadão, apenas o que queria era uma atenção diferenciada, cuidadosa e carinhosa. Para ensinar o primeiro mandamento é o AMOR!
Fabiana Maria.

Experiencias em sala de aula

Olá! Queridos leitores, logo no primeiro momento quando entrei em uma sala de aula, não acreditava que conseguiria fazer a diferença, pois o material didático oferecido pela instituição era fraco. Na primeira aula que ministrei percebi que os alunos não estavam entusiasmados com as aulas apresentadas, que eram livro e caderno. Assim a partir daí mudei de estratégia, fazendo com que as minhas aulas fossem mais atrativas. Dando exemplos do que estava ao redor do aluno, para explicar dados assuntos, não foi preciso ir muito longe. Pois na maioria das vezes os maires exemplos a serem trabalhados estão a nossa volta. Seja para aplicação de qualquer disciplina. E um dos maiores segredos do ensino é a persistência, meus caros.
Fabiana Maria.

quarta-feira, 22 de setembro de 2010

Coração de estudante...




Daniella Morais, 3º período de letras da Faculdade São Miguel.

Visitem o blog da Escola João Paulo I

Estou aqui mais uma vez, relatando meus dias como professora... Na postagem anterior disponibilizei pra vocês a música que estou trabalhando com meus alunos sobre o bullying e agora vou deixar o link do blog da Escola João Paulo I : http://www.escolajoaopaulo1.blogspot.com/, pra que vocês visitem,comentem e deixem sugestões. O blog está sendo editado aos poucos, por isso não estranhem alguns erros de português, pois a maioria das postagens são dos próprios alunos. Um abraço e espero que o que tenho postado tenha sido proveitoso pra todos nós que fazemos parte deste blog.

Daniella Morais, 3º período de letras da Faculdade São Miguel.

Música de combate ao bullying em ritmo de asa branca...

BULLYING

Música : Asa Branca
Versão/letra: Profº Elcio Arestides de Mattos da Silva

Entre pares acontece
Sempre é intencional
São várias vezes / e sem motivos
Agir assim / não é legal

O autor é quem pratica
É impulsivo até demais
Atrás de um “bode / expiatório”
Se tem platéia, / “ele é demais”

Quem recebe é o alvo
Submisso e passivo (nem sempre)
Baixa autoestima / pode ser frágil (fisicamente)
E no futuro / ser agressivo

A platéia acha graça
Para não ser vitimada
São coniventes / o tempo todo
Sendo omissa / não fazem nada

A ação é camuflada
Pra depois poder negar
Longe de adultos / ninguém está vendo
Os que acusam / têm que provar

Ele quer ser popular (o autor)
Pois precisa ser aceito (socialmente)
Buscando status / dentro do grupo
Destrata os outros / não tem respeito

Hoje a permissividade (na família)
Deixam todos sem limites (as crianças)
O filho manda / decide tudo
Em casa ele / dá os palpites

Escutar, / dialogar (no interior da família)
Alimenta a relação (pais e filhos)
Corrigir sempre / quem ama educa
Esse é o caminho / da Educação


Daniella Morais, 3º período de letras na Faculdade São Miguel.

terça-feira, 21 de setembro de 2010

Assim eu descobri que estava no caminho certo


Dos dois meses que passei dando aula na Vila Sésamo no Ibura um dia em especial vai ficar na minha memória.

Depois de mais uma aula sem nenhuma participação de Terezinha eu estava fazendo a chamada quando ela me perguntou se eu poderia lhe esperar, pois ela precisava falar comigo. Depois da aula esperei e ela veio de um jeito diferente do que eu via nas aulas: estava calma e não conseguia olhar para mim.Começou me perguntando:

--A senhora já percebeu que eu nuca faço as tarefas que a senhora passa?

Eu respondi que sim e ela continuou:

-Sabe por que eu não faço?Porque eu não sei ler direito e não consigo escrever. Me ajude.Eu quero fazer as coisas mas não consigo.Tem professor que acha que eu sou burra mas eu não sou.

As palavras de Terezinha me deixaram sem ação. Eu olhei para ela e disse que iria fazer tudo o que estivesse ao meu alcance para ajudá-la. Comecei indicando-a para o projeto alfa letramento que é uma espécie de reforço para alunos com dificuldades. No dia seguinte ela veio falar comigo antes que eu chegasse à sala:

-A senhora deu meu nome pro reforço não foi?

--Dei. Você não gostou?

-Gostei. Vai ser bom.

Duas semanas depois ainda com muitas dificuldades na escrita ela trouxe um caderno para me mostrar e veio desde longe sorrindo. Entregou-me e disse:

-Não ta muito bom não, mas pelo menos eu já comecei.

Li o seu texto e me emocionei bastante. Ela falava que nenhum professor tinha dado a ela a atenção que eu dei e que agora ia se esforçar mais em todas as aulas para que eu sentisse orgulho dela, pois quando eu disse que ia ajudá-la fui como uma mãe.

A minha relação com Terezinha mudou. Ela passou a participar das aulas, sempre sentar do meu lado, pegar livros comigo e criar textos diariamente. O progresso era lento, mas estava acontecendo e se antes eu a via como uma aluna preguiçosa e sem interesse, agora eu conseguia vê-la do jeito certo: como uma menina carente, com dificuldades acumuladas de anos anteriores e que queria entre tantas outras coisas um olhar diferente, uma atenção que talvez não recebesse em casa.

Meus tão intensos dois meses no Vila me fizeram ter certeza de uma coisa:eu nasci para isso.Minha profissão é realmente Professor!

(Carla Renata Alves )

Positivos e negativos

Acredito que tudo na vida é como uma moeda, tem dois lados um que tem valor e outro que todo mundo esquece, com o lado profissional também deveria ser assim.
Nós passamos horas em sala de aula ensinando e aprendendo, mas, o que mais nos cansa é ter que depois de um dia de trabalho ter que comparecer às aulas e tudo isso apenas pra poder dizer que dei tudo de mim pra conseguir me formar com louvor, me chateia bastante ouvir as pessoa reclamarem de tudo, como por exemplo dos salários, das condições que nunca são favoráveis, etc. Acho que quem não gosta do que faz deve escolher outra coisa pra fazer, eu escolhi ser professora porque adoro o que faço, trabalho realmente com o coração, contra tudo e contra todos eu vou seguir em frente.
Nós professores temos que nos conscientizar que somos muito importantes na vida daqueles a quem instruímos, somos mais do que mestres, somos formadores de opinião, fazemos as funções de amigo, pai ou mãe, psicologo... tem alunos que acham que somos capazes de resolver tudo. Então não vamos deixar que contratempos que existem em qualquer campo da nossa vida interfiram em nossa profissão.
" Se não for pra fazer por amor, simples: não faça!!
(Patrícia Lima, acadêmica do curso de letras da Faculdade São Miguel)

quarta-feira, 15 de setembro de 2010

Retrato da Turma

“É melhor ter companhia do que estar sozinho, porque maior é a recompensa do trabalho de duas pessoas. Se um cair, o amigo pode ajudá-lo a levantar-se.”
É com esta citação que inicio minha vivência na instituição como professora.São duas turmas de 7º ano aproximadamente de 36 alunos. O primeiro dia de aula: Quando cheguei a sala o chão estava todo sujo de restos de comida, a mesma que eles recebem para seu lanche estava parecendo mais um chiqueiro de porco. Os alunos saiam para apreciarem seu vício (maconha). Por conta disso, tivemos que mudar de sala por causa do cheiro da erva que incensou a sala. Não tinha no local um responsável para tomar as devidas providências. Particularmente não pretendia mais voltar, fiquei muito atemorizada. Contudo, dia-a-dia, esses rebentos têm permitido continuar, pois encontro neles uma perspectiva de mudança, busca para um futuro que não lhes foi mostrada no ambiente em que vivem, mas que pode ter um quadro diferente, pois a educação detém um dos maiores poderes: “O de transformar mentes”.

terça-feira, 14 de setembro de 2010

O LEITEIRO

Com a aurora vem também os sonhos,
uns bons, outros nem tanto assim.

Com a aurora vem a esperança de
uma nova oportunidade de fazer
diferente tudo que outrora fizera
torto, marginal ou nefastamente.

Com a aurora surge
as ruas ainda frias da noite,
onde pessoas más e de gélidas
índoles circulam livremente
sem aparente promessa de
punição.

Com a aurora surge o meu
leiteiro que não foi literalmente
assassinado como o leiteiro
Drumoneano, mas, mesmo assim
morre todo dia para poder
dar a vida aos seus (nós).

Márcio Tavares Campos 3º LETRAS

Um novo talento...

Charles, este é o nome do novo talento descoberto dentro da escola Joao Paulo I (onde tenho o imensurável prazer de ensinar). Este pequeno notável canta como ninguém e será o personagem principal nas nossas apresentações do projeto de combate ao bullying que acontecerão no próximo mês de outubro. Este menininho tem uma voz espetacular, e pasmem, canta como o Zezé di Camargo!!! Ele me deixou muito feliz, pois carrega no bolso o papel com a música do projeto, e treina em todo tempo livre que tem. Depois disso passei a me sentir ainda mais útil na vida dessas crianças, que apesar de serem uma minoria, ainda assim nos dão motivos de sobra pra continuar o nosso trabalho de educador.

Daniella Morais, 3º período de letras na Faculdade SÃo Miguel.

segunda-feira, 13 de setembro de 2010

Você Sabia?

Naquela segunda feira, estava preparando minhas aulas para o 8º ano, no qual o conteúdo seria verbos transitivos. De repente, me deparei com uma dúvida. Irei fazer diferente, ou seja, uma aula na qual desperte a curiosidade deles, criando um debate em sala e ao mesmo tempo procurarei ver até que ponto irá o conhecimento gramatical de cada um.
Chegando a sala como de costume dei bom dia e todos perguntaram qual seria a página do livro. No entanto, os surpreendi com meu questionamento. Todos sabem que antes de P e B se escreve M, correto? Todos ao mesmo tempo responderam o que eu já imaginava. Sim. Porém, fui mais além, será que alguém poderá explicar por quê? O silêncio pairou no ar por alguns minutos e todos automaticamente se questionavam entre si, mas, ninguém chegou a uma resposta correta. Então expliquei todo processo bilabial e linguodental, em que a surpresa da sala foi total. Por fim um aluno me questionou: professora será que meus pais sabem o porquê deste uso?
Então, eu o respondi com um sorriso e disse: Se seus pais não sabem, você terá o compromisso de informá-los. Aos alunos nós professores, devemos ter a capacidade de deixá-los informados.
Com tudo isso, surgiu um grande debate em sala, em que dúvidas entre questões de dígrafos e hiatos persuadiram, dentre outras a questão do novo acordo ortográfico. Infelizmente a aula finalizou com o toque da sirene. Foi uma aula muito boa, pois, além do conhecimento adquirido entre ambos, tomei senso de dúvidas, sugestões e aprendizado, tendo a consciência que fiz um bom trabalho.

quinta-feira, 9 de setembro de 2010

Mês de combate ao bullying

Participo do projeto Mais educação e sou também estagiária na Escola João Paulo I dando aulas de língua portuguesa. Eu e minha equipe de monitores e estagiários da escola estamos dando vida a um projeto de combate ao bullying. Eu tenho tentado conscientizar os alunos de que excluir, agredir moralmente e fisicamente o colega é desumano e pequeno. A vítima de bullying carrega esse trauma por toda sua vida e muitas vezes acaba se tornando um adulto violento e com transtornos psicológicos. Este projeto tem sido enriquecedor tanto para mim quanto para a escola principalmente. O bullying precisa deixar de ser tratado de forma elementar para ter mais importancia em debates e reuniões pedagógicas, no intuito de diminuir a ação dos agressores e o sofrimento dos agredidos.

Daniella Morais, 3º período de Letras.

quarta-feira, 8 de setembro de 2010

Relatos diários de um professor

Todos os dias me deparo com situações atípicas numa sala de aula, em que o professor precisa ser dotado de uma motivação nata, para que seu trabalho seja levado adiante. Atualmente o aluno tem inúmeros benefícios e vantagens (falo dos alunos da escola estadual), mas infelizmente esses benefícios não tem surtido tanto efeito como a boa e velha palmatória. Nos tempos da palmatória, o aluno era apenas aluno, e tinha por obrigação aprender e respeitar o professor que hoje em dia não passa de um simples professor. A hierarquia foi extinta, o aluno chama seu mestre pelo nome, não existe mais admiração, e o professor pede transferencia para outras escolas por medo de ameaças. Esta é apenas uma prévia de todos os relatos diários de um professor que serão postados de hoje em diante.

Daniella Morais, 3º período de letras.

quarta-feira, 1 de setembro de 2010

A Interpretação da Proposta

No dia 27/08/10 trabalhei Produção de Textos com os alunos do 9º ano, assunto no qual interpretação é a palavra chave. Sabendo que eles não dão tanta ênfase a leitura lembrei-os de que para se escrever bem é preciso ler bem e quem não lê não vai aprender a interpretar por milagre. Quis mostrar-lhes como distinguir a essência da aparência.
Como somos naturalmente condicionados à aparência trouxe-lhes exemplos que utilizamos em nosso dia-a-dia. Usei a foto de um caximbo para que todos pudessem diferenciar a essência da aparência e percebi com isso que eles começaram a se envolver me trazendo inclusive outros exemplos como política, religião e casamento, questionando as alianças. Notei que eles foram muito além das minhas expectativas. Satisfeita com o resultado distribuí entre eles cópias da prova da COVEST de 2010, na qual a temática era o conteúdo trabalhado em sala de aula.
Eles se encantaram com os textos. Com certeza aquela foi uma aula muito gratificante, pois consegui mostrar-lhes que o exercício da interpretação representa um desafio que o candidato bem preparado tende a tirar de letra e destacar a intenção e o sentido dos textos pode ser muito mais proveitoso do que simplesmente lê-los sem objetivo.

Adriana Paula (Acadêmica do Curso de Letras da Faculdade São Miguel)